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Esse artigo visa explorar o conceito de memória tratado no conto Jhonny Mnemonic de William Gibson, representado em filme em 1995, dando inclusive referência ao filme Matrix.

A idéia é avaliar a distopia da idéia de memória vista naquela época frente aos reais efeitos da mesma, sentidas hoje com o efeito que o Google tem representado na resposta cognitiva das pessoas por terem as informações a sua disposição na ponta de seus dedos.


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A idéia de memória em Jhonny Mnemonic

Uma rápida sinopse para entendimento do assunto, Jhonny Mnemonic é um cyborg que possui 180gb de memória para uso e transferência de dados, o mesmo é contratado para fazer a transferência de dados de uma organização, porém seus dados ultrapassam os limites do seu cérebro, no qual preenchem o dobro desse espaço, 320gb. Com essa quantidade de dados Jhonny tem que rapidamente esvaziar sua memória antes que seu cérebro entre em colapso.

A distopia de como a memória seria tratada no futuro é bastante interessante, Jhonny para ter esse espaço a mais de memória teve que se livrar da memória da sua infância, ou seja, não sofreu uma expansão de memória, apenas trocou a memória do seu cérebro para supostamente ter um local de armazenamento controlado de memória, será isso possível? Trocar a memória a bel prazer do usuário? Ainda nessa idéia, Jhonny também está transferindo os dados de maneira segura através do mundo físico. Ou seja, em vez de se utilizar os meios digitais, os dados são inseridos no cérebro de Johnny, que os leva pelo mundo utilizando seu próprio corpo e não mais o cyber espaço.

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Nesse último evento do Interaction South America ’12, tivemos a presença de ninguém menos que Dan Saffer.

Para quem não conhece Saffer também é autor de vários livros, sendo o seu mais recente Microinteractions.

Dan Saffer page.

Microinteractions Book.

“Cada vez que você altera uma configuração, sincroniza os arquivos ou dispositivos, ajusta um alarme, faz login em um site, muda o status do seu comunicador instantâneo ou curte alguma coisa, você está atuando com uma microinteração. Elas estão em todo lugar: nos dispositivos que carregamos, nos eletrodomésticos da nossa casa, nos aplicativos de celular e desktop, e até embutidas nos ambientes nos quais vivemos e trabalhamos.” Dan Saffer

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Recentemente tive uma experiência muito gratificante fazendo o curso Human Computer Interaction de Stanford pelo Coursera. E resolvi compartilhar essa experiência citando aqui um pouco sobre a minha visão do assunto.

Mas antes de começar gostaria mesmo que você assistisse esse vídeo para entender um pouco o que está acontecendo atualmente.

Fantástico não?

Isaac Asimov é para mim o Júlio Verne dos tempos “modernos”. Ele inspirou diversos filmes conhecidos da atualidade, como I.A. ou I Robot. Mas, falarei dele em um post que farei especialmente para esse autor.

O interessante é ver que o ensino já está disponível há muito tempo na internet, desde posts como esse que escrevo, até mesmo vídeos inteiros de aulas, como no iTunes U que oferece diversos cursos e aulas das faculdades mais renomadas do mundo, então afinal, o que mudou?

MOOC, é um termo para Massive Open Online Course, isso já existe a algum tempo, são cursos onde milhares de pessoas se inscrevem, é aberto, e alguns emitem certificados para os que concluem os exercícios. Sim, exercícios, é isso que difere de você assistir um tutorial na internet, ler um post como esse, ou estudar por conta. Eu sou um auto didata, sempre fui, e conheço muitas pessoas assim, nunca parei de estudar, e a internet estava sempre lá para me ajudar. Acontece que esse tipo de estudo não emite um certificado, não comprova o seu conhecimento, você será testado a ferro e fogo pelo mercado de trabalho para provar que sabe. 

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Don Norman começou a sua palestra com uma simples ação. Pedindo para desligarem as luzes que ficavam em volta do painel de projeção.

Sábia decisão, eu estava me perguntando se ele faria isso, levando em conta quem ele é, porque se estava me incomodando aquelas luzes ligadas e as vezes piscando, sendo que o painel ao centro projetava a apresentação dos palestrantes, que dirá a esse homem que não deixa quase nada passar despercebido.

Com luzes apagadas é hora de começar o show. Norman disse que seu livro “The Design of Everyday Things” está a 25 anos no mercado, cita que teve a sorte de não ter comentado sobre computadores, mas que ainda assim seu livro já está ultrapassado, e ele espera poder escrever um novo livro que dure por mais 25 anos, e a partir disso começa sua palestra. Ele questiona sobre o futuro, se tudo (dentro do ponto de vista do Design) está melhorando, piorando ou está como sempre foi. Sábias questões, ele demonstra com clareza que a opinião da platéia vai mudando de acordo com as perspectivas que ele mostra sobre isso.

Não quero aqui trazer toda a palestra em um post, Norman é Norman, por isso resolvi gravar a mesma, sentei na primeira fileira, onde deu, próximo aos palestrantes a fim de fazer uma gravação sem cabeças a frente =]